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Cerveja Amanteigada - Harry Potter: três versões

Quem é fã de Harry Potter, ou ao menos curte ver os filmes, vai lembrar da famosa Cerveja Amanteigada que os bruxos bebiam nos pubs Cabeça de Javali e Três Vassouras. Bom, eu faço parte dos que curtem a série, e fiquei feliz em tentar algumas receitas dessa famosa cerveja. Não sei qual é servida no parque do Harry, mas tentei essas que achei na internet.
Encontrei três receitas diferentes e irie fazer as três. Começarei com a mais interessante ao meu ver, apesar de ter ingredientes estranhos.  Essa receita é adaptada de um livro de 1594, “The Good Huswifes Handmaid for the Kitchin”, da dinastia dos Tudors  na Europa, a chamada butterbeer. Para a surpresa dos fãs e até a autora a cerveja amanteigada já existia.

1,5 l de ginger ale caseiro (ver receita em post anterior)/ ale inglês;
¼ de colher de chá de gengibre ralado;
½ de colher de chá de noz-moscada;
½ de colher de chá de cravo ralado;
5 gemas;
200 g de açúcar mascavo;
120 g de manteiga sem sal em cubos.


Bom apesar de dar medo esse negócio de ir gemas nisso, comecei a fazer esquentando o ginger ale mais o gengibre ralado, a noz moscada e o cravo, em uma panela. Caso vocês queira fazer de ale inglês que é cerveja mesmo, não cozinhe por muito tempo senão o álcool evapora. Já no meu caso, fiz com o ginger ale, que é meio que um refrigerante.  Em uma batedeira bater o açúcar mascavo com as 5 gemas, até ficar cremoso. Colocar na mistura de ginger ale, mexendo rápido, deixar o fogo baixo e mexer por 3 minutos. Agora é só tirar do fogo e adicionar a manteiga e mexer com um mixer ou um batedor de claras em neves manual, isso faz com que a espuma fique mais macia. Deixar esfriar a temperatura ambiente (deixei uma noite inteira) e servir em canecas de cerveja.

Agora vamos ao que eu achei, a aparência ficou perfeita, mas vamos ser sinceros, é bem estranho o sabor. Nada imbebível, mas muito forte. O gengibre aparece mas nem é o mais forte, a combinação que fica carregada, não dá para distinguir que tem noz-moscada, eu pelo menos não consegui, nem o povo daqui que tomou, já o fato de ir manteiga é bem nítido pois fica bem gordurosa.. Não sei se essa impressão está sendo parcial devido a minha cultura brasileira, que venhamos e convenhamos, tem um paladar um diferente do da Europa em algumas coisas; ou se é porque é ruim mesmo. Na receita não manda tomar gelado, mas fica bem melhor, mas por bem melhor, não significa gostoso. 

Agora as próximas duas receitas são mais gostosas, a primeira eu encontro na internet como sendo a original do filme/parque (não posso afirma qual é a original, é uma dúvida cruel), mas se é ou não faço ideia.


470 ml de sorvete de baunilha 
4 colheres de sopa de manteiga
200 gramas de açúcar mascavo
2 colheres de chá de canela
1/2 colher de chá de noz moscada
1/4 colher de chá de cravo em pó
600 ml de cidra de maçã

Essa é bem fácil. Misture manteiga, açúcar e temperos em uma tigela grande,  misturar com o sorvete e deixe congelar.  Agora é só aquecer a cidra em uma panela por 3 minutos (use fogo baixo para evitar que ferva) e com uma colherada generosa da mistura com sorvete encher cada copo ou xícara, e derramar a cidra aquecida, daí vai espumar bastante. E pronto! Esta pronto nossa cerveja amanteigada. Fiz meio que duas versões dessa, uma com espumante de uva, e outra com cidra, ambas sem álcool. A com o espumante de uva, ficou mais forte, achei melhor a com cidra mesmo, fica mais suave. É uma bebida quente que contrasta um pouco com a espuma que fica mais fria. Agora sim, uma Cerveja Amanteigada boa!


Agora vamos para a receita mais simples e que menos parece uma cerveja, na verdade tem mais cara de milkshake ou algo do tipo por isso a segunda parece melhor, é forte mas gostosa.


250g sorvete de baunilha
2 colheres (sopa) de manteiga (ou margarina)
8 colheres (sopa) de cobertura de caramelo
2 copos de leite

É só derreter a manteiga no microondas, e bater junto com todos os ingredientes no liquidificador por 3 minutos. Sirva a seguir. 


Depois de experimentar as três cheguei a conclusão de que prefiro mesmo a segunda, mas ao fazer a terceira tive uma ideia: fazer a segunda sem esquentar a cidra, só batendo ela e o sorvete temperado no liquidificador. E não é que ficou bom, assim prefiro mesmo a segunda, e prefiro mais ainda se for a gelada, talvez isso seja por que ta um calor aqui, mas de qualquer forma é a que voto.


Gastronomia do Norte do Brasil (parte I): história e receitas doces

Não sei se é apenas a minha opnião, mas a gente passa a vida comendo, bebendo e é como se “isso” fosse tudo que existisse em questão de comida, ou pelo menos a base da nossa alimentação parece sempre ser a mesma. O mais incrível desse erro é que não precisamos sair do pais (apesar de que, com o tamanho do Brasil, e do Norte, é como se fosse um outro pais) para descobrir uma diferença grande dessa base alimentícia.

A influência indígena foi predominante no norte e se caracteriza por ter como base alimentar peixes, frutos e vegetais que são encontrados só na região (isso tanto é verdade que fizemos no curso Pirarucu de casaca, sem pirarucu; arroz de jambu, sem jambu; bolo de carne moída com banana-da-terra, sem banana-da-terra; surubin com purê de banana-da-terra, sem surubin e banana da terra). É claro, entretanto, que existem algumas iguarias que caíram na graça do povo, e que se tornaram conhecidas por todo o Brasil e até fora dele. A mandioca é um exemplo disso, juntamente com a farinha feito a partir desta, e na verdade essa herança é indígena, que não só nos legou a mandioca, mas o milho e o feijão também.



Apesar dessa dificuldade de encontrar os produtos amazônicos em outras regiões a mandioca o milho e o feijão, ultrapassaram as fronteiras, e não foram só eles. O Açaí e o cupuaçu, frutos da região, também caíram nas graças dos brasileiros e até de estrangeiros, que descobriram no cupuaçu uma iguaria parente do cacau, e muito utilizada para fazer doces, sorvetes, picolés, sucos, licores, bombons, e até o cupulante que na verdade é semelhante ao cacau, não só na sua essência, mas no sabor, textura e odor também.
A ênfase dada na influencia indígena se deve ao fato de que diferente da maioria dos outros estados brasileiros que tiveram forte influencia dos portugueses e escravos africanos em sua culinária, o norte teve muito pouca. Sendo assim existem na verdade técnicas, ervas, vegetais usadas/conhecidas pelos povos indígenas usados a séculos e séculos, e até antes da então “descoberta do Brasil”. E algumas das receitas famosas amazônicas se devem a esse conhecimento quase milenar, que trouxe, por exemplo, o tucupi que é um caldo extraído da mandioca brava e é venenoso. Por isso ao ser processada precisa uma espécie de prensa chamada tipiti, e que espreme um caldo amarelo que depois tem que ser fervido para poder ser consumido. Esse caldo é ingrediente indispensável, por exemplo, pelo tacacá e o pato no tucupi.

Tacacá

Outras propriedades interessantes são as do jambu e do agrião-do-pará, que causam dormência e até um pequeno tremor nos lábios. Ambas as ervas são usadas como medicinais também como anestésica, diurética, antiasmática. Os dois pratos mencionados acima feitos com o tucupi também levam essas ervas.  Apesar disso os índios não consumiam muitos legumes ou verduras, por não serem bons como fazendeiros e afins. Sendo assim consumiam as caças e a frutos abundandes na região. Isso acabou trazendo uma infindável descoberta de frutas, que os batanicos tem uma séria dificuldade de estimar tantos os tipos quanto a quantidade presente na mata amazônica. Tem o biribá, bacuri, ingá , murici, uxi, buriti, sapucaia e por ai vai.

Jambu
Existem algumas receitas que são muito famosas. Entre elas, além das mencionadas bem acima (as quais eu descreverei aqui), tem a maniçoba, que é na verdade um tipo de feijoada feita com folha de mandioca no lugar do feijão; o tacacá que é feito a partir de camarões, goma, jambu e pimenta; o filhote (peixe de até 20 kg consumido quando jovem) ao molho de tucupi e jambu; a costela de tambaqui, que na verdade é a espinha do peixe, que também tem um segredo todo especial, que é colocar a pele do peixe virado para baixo na grelha para a gordura derreter e dar um sabor inigualável ao peixe.


E não para por ai, ainda tem alguns daqueles pratos que causam grande estranhesa nas pessoas de fora da região, como miúdos de tartaruga, ensopados, assados, enfim, de todo o jeito possível; o turu (que me parece bem nojento( que´parece um tipo de lombriga branquinha e leitosa, que é encontrada dentro de troncos de árvore podres, é muito utilizado para fazer o caldo de turu, ou é comido cru com gotas de limão e sal; e o aviú, um tipo de camarão extremamente pequeno, usado em um simples omelete.

Na área dos doces o Norte não fica fraco não, são feitos sorvetes, compotas, cremes das diversas frutas regionais. Pois bem , e como sou apaixonada por doces (se você é leitor do meu blog já deve ter percebido isso devido a quantidade exacerbada de doces em comparação com as salgadas) vou começar descrever as receitas feitas no curso pelo brigadeiro de açaí

1 lata de leite condensado;
100 ml de polpa de açaí;
100 g de chocolate granulado;
1 colher de sopa manteiga;

É tão simples quanto fazer qualquer brigadeiros. Ou seja, é só misturar o leite condensado com a polpa de açaí, levar ao fogo brando mexendo sempre, até a massa se soltar do fundo da panela. Depois disso assar para um prato untado com manteiga e deixe esfriar. Agora é só enrolar com as mãos untadas de manteida e passar granulado nelas. Fica uma delícia!



Agora vamos para dois cremes deliciosos. Vou passar ambos em uma receita só pois só substituir a polpa de fruta pela outra, a de graviola e a de cupuaçu. A professora explicou que o creme não é servido geralmente puro assim, sendo na verdade usado para outras preparações, mas para conhecimento é ótimo, além de ser muito bom mesmo. Principalmente o de cupuaçu, não sei se é porque gosto muito mesmo de cupuaçu ou não, mas o sabor me atrai muito. Bom vamos lá a receita:


300 g de polpa de graviola;
1/2  lata de creme de leite;
 ½ lata de leite condensado.

Bater todos os ingredientes no liquidificador e leve para geladeira. Mais fácil impossível!


Agora uma gelatina de manga geladinha para refrescar:


3 mangas descascadas, cortadas em pedaços;
¾ de xícara de água;
½ xícara de açúcar;
1 pacote de gelatina em pó branca, sem sabor, dissolvida em ¼ de xícara de                  
Água;
½ xícara de creme de leite;
forma de 20 cm de diâmetro untada com óleo;
Primeiro bater no liquidificador a manga com a águ, coar em uma peneira e acrescentar ¼ de açúcar misturando bem. Agora é só seprar uma xícara de manga (para misturar com o restante do açúcar e usar como caldo para servir). Juntar ao restante a gelatina e o creme de leite (caso a gelatinha seja feita sem muito tempo para gelar, pode-se adicionar mais um sache de gelatina, fizemos isso no curso. Ponha o creme na forma e leve para gelar. Então é só desenformar e servir com a mistura de manga com o açúcar por cima. 

Bom, no curso fizemos outros doces também, mas não participei de todas as receitas, aqui estão as que ajudei a fazer. No próximo post colocarei algumas receitas salgadas que fizemos. Bjus e até lá.

Julie e Julia

Julie e Julia narra a forma com que Julie aprendeu a cozinhar se utilizando dos livros de Julia Child. Aliando-se gastronomia e as novas tecnologias, Julie mantinha um blog com todas as histórias relacionadas as receitas por ela produzida. O filme dá forte ênfase no paralelo entre a história atual, ocorrida por Julie, e aquela ocorrida cerca de 40 anos antes, com a vivência de Julia.
A história é requintada ao se narrar as frustrações de Julie ao trabalhar como atendente de telemarketing em uma empresa da área de saúde, a qual acabava por sofrer com as histórias e reclamações provenientes dos clientes. Ao mesmo tempo em que ela se encontrava frequentemente com suas amigas, as quais tinham uma vida “melhor que a dela” e, por essa razão, sentiam pena dela.
Julie havia estudado para ser escritora, mas nunca havia chegado perto de terminar o seu livro. Estava totalmente desmotivada e ao “invejar” uma de suas amigas, a qual tinham um blog sobre a própria vida pessoal, se propôs a fazer as 524 receitas do livro de Julia Child em um ano (365 dias). A escolha se deu, pois ela possuía uma paixão pela vida de Julia, pelo fato desta ser engraçada, persistente e determinada.
Com isso a história vai passando com suas tentativas de acertar as receitas, e no geral tudo corre bem, mas é claro que algumas dão algum trabalho maior, como, por exemplo, desossar um pato, fazer ovos poche e até cozinhar uma lagosta viva. Nesse tempo muita coisa acontece e seu blog começa a ter muitos leitores. O que a leva a se viciar e ficar obcecada em fazer as receitas para escrever no blog, o que acaba por gerar grandes problemas com o marido, que por sinal sempre a apoiou, mas que acaba por sair de casa por uma noite.
Em paralelo a história de Julie, a história de Julia é contada. Julia é mulher de um burocrata americano que vai a serviço para a França. Ela se encanta com a cidade e quer fazer algo de útil. Tenta aprender a fazer chapéus e várias outras coisas. Por fim ela resolve entrar para o Le Cordon Bleu, importante escola gastronômica francesa. Lá ela encontra preconceito por parte da “diretora”, mas mesmo assim começa o curso que acaba mudando sua vida.  Ela se apaixona mais ainda pela gastronomia francesa e, conforme vai se apaixonando, conhece duas moças que tentam escrever um livro de culinária francesa para americanas, pois ainda não existia nenhum. As duas convidam Julia para ajudar a editar o livro, e elas acabam tendo que fazer uma mudança enorme.
Devido a alguns problemas burocráticos com o governo dos Estados Unidos, os dois precisam voltar para sua terra natal. Com isso, Julia começa a se dedicar ainda mais ao livro.  Lá quase desiludida quanto a uma possível publicação ela é surpreendida por uma editora que tem interesse em seu livro. E assim o livro Dominando a Arte da Culinária Francesa é publicado.
Voltando para a história de Julie, seu blog se populariza muito rápido e isso atrai diversos jornalistas. É marcado então um jantar com Judith Jones, uma senhora idosa, de uma editora muito famosa, pena que o jantar é frustrado devido a uma grande chuva, que impede a senhora de ir.
No final do filme a Julie recebe uma ligação que a abala, pois é lhe dito que Julia Child não aprecia o que a Julie está fazendo. Após ela analisar o porque de ser apaixonada por tudo que estava fazendo e do porque ela adorava Julia Child, Julie decide escrever um livro.
 Durante todo o filme há um apreço a gastronomia, ao sabor, e a dedicação para se obter a perfeição. Uma das coisas que me marcaram no filme foi que em várias cenas é mostrada a importância da manteiga e o seu sabor incomparável que modifica e faz de um prato comum algo especial. No final do filme, Julie e seu marido visitam a casa de Julia Child a qual virou um museu, e ela, simbolicamente, deixa uma manteiga em uma mesinha para Julia. Apesar de todas as grandes receitas mostradas no filme, o que mais me chamou a atenção foi a simples manteiga. Tenho que admitir, também sou apaixonada por ela. 



A manteiga é rejeitada por muitos por causa da gordura saturada, e acabam optando por margarina, mas em preparações em que é necessário o aquecimento, é mais saudável a manteiga, pois a margarina, é feita através de hidrogenação e isso leva a formação de gorduras trans que faz mais mal que a saturada. Em margarinas de grandes marcas o processo de hidrogenação é bem preparado e controlado e é quase irrisória a formação de gordura trans, mas a margarina foi feita para ficar refrigerada, e quando aquecida fica predisposta a formação de gordura trans. Portando no uso culinário/gastronômico, a menos que seja usada margarina fria, é melhor usar a manteiga. E que bom por isso, pois tem um sabor! Por isso resolvi fazer manteiga!
Existem dois jeito de fazer: o primeiro é com nata, e o segundo é com creme de leite fresco. Foi esse segundo que escolhi:

Creme de leite fresco;
Sal (opcional).

É só bater o creme de leite fresco na batedeira, e continuar a bater apos dar o ponto de chantitly, depois de um tempo começará a soltar um soro e a manteiga ficara separada e pronto. Achei super fácil, mas por um momento achei que não ia virar . 
Adicionei um pouco de sal, empacotei com papel manteiga e pus na geladeira para endurecer. Comi com pão francês hoje no lanche da tarde. Ficou muito boa mesmo!









Bom, outro dia faço a com nata para sentir a diferença. Bjus

Ratatouille

A história é sobre um ratinho, seu nome é Remy e ele vive na cidade de Paris e sonha em se tornar um grande Chef. Pena que sua família não aprova essa ideia, e é claro, por ele ser um rato tudo fica mais complicado. Ele sempre visita às cozinhas e, logicamente, é expulso delas. Em uma dessas visitas, ele resolve ir ao restaurante do seu ídolo gastronômico, Auguste Gusteau (que infelizmente havia morrido recentemente). Lá ele conhece Linguini, um ajudante atrapalhado que não sabe cozinhar nada e quer manter o emprego a qualquer custa. Ambos, depois de um pequeno probleminha, por um deles ser um rato, formam uma parceria: o ratinho cozinha controlando o menino de dentro do seu chapéu.
É bonito ver a paixão pelo sabor a mistura de aromas, que Remy adora. Durante o filme há alguns imprevistos com a família de Remy que acaba atrapalhando a parceria. Todos do restaurante têm medo da crítica gastronômica de Anton Ego, o qual tem um papel muito interessante nesse filme, pois sua cara de bravo e de maldoso é removida no final, com a apresentação do prato mais famoso do mediterrâneo e que deu origem ao nome do filme: Ratatoulle. O crítico se espanta e se delícia com o prato, que ele não sabe que foi feito pela Collete, Linguini, Remy e sua família de ratos.
É importante notar a parte em que o Anton Ego entra na cozinha para conhecer o cozinheiro que conseguiu surpreende-lo e descobre que esse era um rato. Depois de tudo isso, o restaurante é inevitavelmente fechado, mas tem uma ótima crítica publicada no jornal. Ao final do filme nós vemos que os amigos, Remy, Linguine e Collete montam um restaurante com o nome de Ratatoulle.
Um filme lindo e interessante, que tem como ideia principal que “qualquer um pode cozinhar”, não porque qualquer um pode ser um cozinheiro, mas acreditando que um cozinheiro pode surgir de qualquer lugar. Uma grande lição aprendida aqui é a de que a verdadeira crítica gastronômica é aquela que não analisa nomes ou históricos dos cozinheiros, mas que simplesmente se deixa levar pela mesma paixão demostrada por Remy, pelos aromas e sabores das maravilhosas combinações.
É muito interessante saber que o prato Ratatoulle surgiu na Europa na época da guerra, e por falta de comida era feito com carne de rato no lugar de berinjela, depois com o tempo, foi adaptado devido a não mais se precisar comer carne de rato. Não tenho certeza se essa história é verdade, mas foi um professor meu que contou. Bom, de tanto ouvir falar desse tal Ratatoulle, resolvi arriscar. Nem gosto de beringela, mas não temos que gostar de tudo mesmo. Essa receita não tirei de um lugar específico, existem varias receitas com pequenas alterações, resolvi fazer de acordo com o vídeo abaixo, mas as quantidades foram alteradas.


2 cebolas
7 tomates
2 abobrinhas italianas
1 beringela grande
1/4 pimentão verde
1/4 pimentão vermelho
3 dentes de alho
sal e pimenta do reino QB
manjericão fresco QB
azeite de oliva QB
alecrim e tominho QB

Começar cortando a berinjela em rodelas finas e deixando de molho na água. Cortar também  a abobrinha, o tomate e 1 e 1/2 cebola. Cortar o pimentão em cubinhos, cortar o restante da cebola e o alho brunoase, e fazer 4 tomates concassé. Aquecer o azeite de oliva, colocar cebolas brunoase, o alho e o pimentão. Juntar os tomates concassé, colocar o alecrim, o tomilho e o manjericão. Quando o tomate estiver com aroma perfumado colocar em um mixer e bater tudo. Voltar ao fogo e deixar engrossar mais. 
Agora é só colocar esse molho no fundo de um refratário, e colocar uma rodela de berinjela, de cebola, de abobrinha e tomate, e assim por diante, de fora a fora. Salpicar o sal, e a pimenta. Jogar alguns fios de azeite, cobrir com papel manteiga e levar ao forno por 40 minutos. E está pronto nosso Ratatouille! 


Eu até que gostei, o aroma fica muito bom, mas eu não aprecio beringela. Para quem gosta, é uma ótima dica, e muito fácil e barato de preparar. 

Tomates Verdes Fritos

Tomates verdes fritos é um filme inspirado no livro da escritora Fannie Flagg e traz uma carga de emoções e discussões sobre a identidade dos personagens, problemas sociais, preconceito, gastronomia, entre outros diversos assuntos secundários. O filme narra fatos da vida da Sra. Ninny Treadgoode, assim como da de Evelyn Couch, a qual se rende as histórias contadas por Ninny (ambientada entre os anos 20 até os 50).
Evelyn, uma dona de casa reprimida desconta todas as mágoas comendo enormes quantidades de doces, enquanto seu marido, Ed, parece ignorar sua presença. Toda semana esse problemático casal visita uma tia no hospital, mas Evelyn é constantemente impedida de entrar no quarto por escolha da paciente. Em uma das visitas, enquanto Evelyn espera Ed retornar, ela conhece Ninny, uma simpática senhora de 83 anos, que adora contar histórias e a cada semana narra a vida de alguém de sua família, chamada Idgie.
A história de Idgie começou na infância em 1920, quando seu irmão Buddy, ao qual ela era muito ligada, morre atropelado por um trem ao ter ficado com o pé preso no trilho. Idgie se fecha e não fala com ninguém, apenas com Ruth Jamison, a namorada de Buddy. Idige era “dessas moças que não levam desaforo para casa”, mas que tem bom coração e tem a ideia de que é capaz de fazer seu caminho, o que ela demonstra ao administrar uma lanchonete em Whistle Stop, Alabama (EUA).
A grande amizade das duas sofre um distanciamento depois do casamento de Ruth com Frank, um homem estupido que a espancava e também fazia parte da Ku Klux Klan. Depois dela não mais aguentar tal situação, Idgie a busca e a emprega na lanchonete. Idgie não se importava com o que com os pensamentos alheios, fato demostrado no atendimento aos negros no fundo da lanchonete o que gerou certa antipatia de diversos cidadãos. Outro importante ponto é o grande carinho entre as duas, o que, de certa forma, fornece um tom nada explicito de que elas tenham propensões homossexuais (ou, pelo menos, de que Idge tinha uma paixão secreta por Ruth). Nesse período a Ku Klux Klan ataca a lanchonete, o que misteriosamente leva ao desaparecimento de Frank e as principais suspeitas de tal ato decaem sobre as duas amigas e seus amigos negros.
Em detrimento da história de Idgie, Evelyn cada vez mais se apaixona pelos fatos narrados, o que a leva a pensar o que fazer de sua vida. Esse é o principal ponto do filme, como Idgie era corajosa por tomar o controle de sua vida e de como Evelyn era covarde e preferia culpar o marido por sua infelicidade e fracasso. A história termina com a revelação de que o caseiro de Idgie matou Frank o qual foi cozido e servido na lanchonete, para o policial que investigava tal desaparecimento (por falta de se encontrar o corpo, ninguém foi condenado).
Após o contato com tal história Evelyn começa uma grande mudança, a qual se inicia por uma transformação em sua cosmovisão. Uma das frases mais repetidas em toda a obra é: “certo dia, alguns patos pousaram em um lago. A temperatura baixou tanto e tão rapidamente, que o lago congelou. Os patos levantaram voo e levaram consigo o lago. Dizem que ele está em algum lugar da Geórgia”. Frase que resume o pensamento principal evocado pelo filme, se as circunstâncias estão complicadas, não importa a dificuldade, tudo pode ser mudado, até mesmo um grande lago.
O título do filme é o nome de um prato muito comum na região sul dos Estados Unidos. E era um dos mais vendidos na lanchonete de Idgie. Para a mudança em minha forma de ver o mundo, decidi-me por começar pelo inicio de tudo, o paladar. Resolvi experimentar os famosos Tomates verdes fritos. 
Fiz a receita abaixo e tive problemas para empanar o tomate, até ficou bom, mas encharcou muito e a farinha acabou saindo um pouco do tomate. Idge e Ruth, fariam bem melhor que eu. Mas aprendi algo, no momento do erro, é só mudar o lago de local, e tudo poderá melhorar. 

1/2 colher de sopa de fubá
1/3 colher de sopa de óleo
3 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
1/2 colher de chá de pimenta-do-reino
1/2 colher de chá de sal
4 tomates verdes médios em rodelas
de 0,5 cm de espessura

Num prato grande, misture bem o fubá, o queijo parmesão, o sal e a pimenta. Aqueça a frigideira em fogo médio. Passe as rodelas de tomate na mistura de fubá, pressionando bem. Frite metade das rodelas por um minuto de cada lado ou até ficarem douradas e crocantes. Retire com uma escumadeira e disponha num prato coberto com papel-toalha. Frite o tomate restante e também deixe escorrer no papel.

Bom então eu mudei, troquei de receita!

2 tomates vedes cortados em rodelas grossas;
trigo para empanar;
2 ovos;
farinha de rosca para empanar;
sal e pimenta a gosto;
óleo para fritar.


Empanar os tomates com a farinha de trigo, depois com o ovo e por fim com a farinha de rosca. Fritar no óleo quente, polvilhar o sal e a pimenta e servir a seguir. Se você quiser pode também colocar o sal e a pimenta nos ovos usados para empanar.



Fica uma delícia, aqui em casa, todos aprovaram.
Bjus

Cozinha Brasileira: norte

Os pratos do dia foram: creme de graviola, e de cupuaçu; bolinhos de pirarucu; iscas de pirarucu;  pirarucu de casaca; farofa D'água.


Vou passar a receita dos que eu ajudei a fazer: Creme de cupuaçu, iscas de pirarucu (tivemos que substituir por Dourada, pois não conseguiram comprar), pirarucu de casaca (idem parenteses anterior).


A primeira coisa que foi feita foi o Creme de cupuaçu:

300 g de polpa de cupuaçu
½ lata de creme de leite 
½ lata de leite condensado 


É só bater todos os ingredientes e levar para gelar. No caso a Aline, que foi quem bateu, colocou um pouco mais de leite condensado, para cortar o azedo do cupuaçu. Ficou muito bom, mas é sério, se não tivesse visto ser feito, juraria de pé junto que vai alguma bebida alcoólica. É gostoso, mas no início dá essa sensação. 

Depois começamos a preparar os ingredientes para os dois pratos de pirarucu (que era na verdade Dourada). 


Pirarucu de casaca

½ Kg de pirarucu
¼ de xícara de chá de azeite de oliva
3 cebolas ( 1 picada e 2 cortadas em rodelas)
2 pimentões verdes ( 1 picado e 1 cortado em rodelas
3 tomates (1 picado e 2 cortados em rodelas)
3 colheres de sopa de cheiro verde picado
1 colher de sopa de coentro picado
sal e pimenta-do-reino
250 g de cará
¼ de xícara de chá de óleo
3 bananas-da-terra cortadas em rodelas
50 g de azeitonas verdes sem caroço
1 ¼ xícaras de chá de leite de coco

 Ferver o pirarucu submerso em água por alguns minutos. Tirar do fogo, escorrer a água e desfiar a carne. Em seguida aquecer o azeite e refogar a cebola, o pimentão e o tomate picados, o cheiro verde, o coentro, sal e pimenta a gosto. Juntar o pirarucu desfiado e mexer bem. Reservar. Cozinhar o cará, cortar em fatias e temperar com sal. Depois disso fritar as rodelas de banana no óleo (bem pouquinho, quase como como se sela a carne.
Agora é hora de montar o prato: Colocar uma camada de cará no fundo do refratário, colocar outra camada de pirarucu refogado, e adicionar em camadas as rodelas de cebola, pimentão, tomate e azeitona. Repetir esse processo até acabarem os ingredientes (nesse caso a receita já está reduzida por isso só dará uma camada de cada coisa, num refratário de cerca de 30cmx20cm). Cobrir agora com a banana frita e regar com o leite de coco. Agora é só levar ao forno até dourar .

Na sala foi servido acompanhado da farofa D'água, mas só vou passar a receita depois que eu fizer ok?

O Próximo e ultima receita que vou passar é o da Isca de pirarucu:

1/2 kg de pirarucu fresco  
suco de 1 limão
sal e pimenta-do-reino a gosto 
2 dentes de alho amassados
farinha de trigo para empanar
óleo para fritar

Essa é fácil, é só cortar o pirarucu em tirinhas, temperar com o suco de limão, sal e pimenta a gosto e alho, depois deixar tomar gosto por 30 minutos. Então escorrer bem o peixe e empanar com farinha de trigo. Fritar em óleo quente e servir em seguida. 
Quanto ao creme de cupuaçu eu adorei. Agora quanto a Isca de Pirarucu e o Pirarucu casaca, eu não cheguei a comer, mas todos disseram que estava ótimo. O que é ótimo, já que o Pirarucu de casaca é diferente, misturando o agridoce, e as vezes não agrada o paladar de todo mundo
Bjus





Semifredo de chocolate com Praliné

Gente essa receita agente fez na aula há umas duas semanas atrás. É muito gostosa e lembra o Parfait, mas a textura é mais areosa e claro vai praliné, que já vou ensinar vocês a fazerem.

Fica uma delícia e parece um sorvete. A receita é bem fácil, mas é importante fazer todos os procedimentos com calma. Então, vamos à receita:

250 g  de Chocolate meio amargo picado
300 g Creme patissiere
400 ml Creme chantilly
125 g Merengue italiano
150 g Praliné de amêndoa
  
Primeiro pincelar com água uma forma 25cmx5cm de bolo inglês e forrar com filme plástico, tomando cuidado, pois o filme não pode ficar enrugado. Colocar a forma no freezer. Fazer creme pâtisserie e ainda quente misturar com chocolate, mexendo bem até derreter o chocolate e a mistura ficar homogêneo. Deixar esfriar, juntar o creme chantily o merengue, e 100 gramas do praliné (abaixou vou explicar como fazer). Agora misturar bem delicadamente para não talhar e ficar bem homogêneo. Colocar na forma e cobrir com filme plástico. Levar para o freezer por no mínimo 3 horas, o melhor seria uma noite inteira.
É necessário tirar ele do freezer e por na geladeira pelo menos uns 30 minutos antes de servir, assim fica mais fácil desenformar e a consistência fica mais cremosa. Para decorar, polvilhar o praliné por cima.

 Praliné de Amêndoa

100 g de Açúcar
50g de amêndoa sem pele ligeiramente tostada
Óleo para untar

Fazer um caramelo com o açúcar (cuidado para não deixar ficar muito grosso), juntar a amêndoa e misturar bem. Untar uma bancada com óleo e despejar a mistura. Deixar esfriar e triturar num mix ou com um rolo de macarrão, batendo ate ele ficar em pedaços bem pequenos.

Fica muito gostosa essa sobremesa, na faculdade não deu para comer no dia, mas no dia seguinte fomos lá estava ótimo, pena é que como não estávamos em aula, não pudemos desenformar, mas ainda sim valeu.

Bjus e até
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