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Bomba de chocolate

Eu e minha mãe sempre fomos apaixonadas por essas delícias. Cresci comendo a versão daquelas pequeninhas, que minha mãe comprava quando estava chegando em casa, na Padaria Avenida, lá de Cruzeiro. Resolvi matar a minha vontade e faze-las:
a massa que deu errado

para a massa
120 ml de leite integral;
120 ml de água;
110 g de manteiga;
5 g de açúcar;
140 g de farinha peneirada;
5 ovos.
Deixar o forno preaquecido em 180°C, e ferver o leite com a água a manteiga o sal e o açúcar. Tirar do fogo e acrescentar a farinha de trigo de uma só vez, depois ir misturando e incorporando por um minuto sobre o fogo. Acrescentar então os ovos em duas adições, misturando delicadamente com a espátula. Agora é só usar o saco de confeitar com o bico nº 8 e uns 13 cm de comprimento. Levar para assar por 25 minutos (bom a receita diz isso, mas quando segui, minhas bombas murcharam todinhas, então fiz a receita de novo, e deixei quase uma hora, e não é que deu certo, então isso é um aviso, depende de forno para forno).


para o creme de confeiteiro
250 ml de leite integral;
60 ml de creme de leite fresco;
65 g de açúcar;
3 gemas de ovos (60g);
40 g de farinha de confeiteiro;
90 g de chocolate picado.


Esse creme eu usei os ingredientes que o livro mandava mas fiz do jeito que aprendi no curso. Bater as gemas, o açúcar, a farinha, e o creme de leite fresco na batedeira até ficar cremoso. Esquentar o leite até ferver e ir acrescentando a mistura de gemas lentamente e misturando bem. Continuar a mexer até engrossar. Ainda quente colocar o chocolate picado e mexer bem até derreter. Para esfriar sem juntar casca, é preciso ficar mexendo também. 


para o toque final
150g de chocolate picado
40g de óleo vegetal


Derreter o chocolate e acrescentar o óleo, misturar muito bem. 


Agora é só montar. Primeiro fazer três furos com o bico de confeiteiro nº 7, em baixo das massas retiradas do forno. Usando esse mesmo bico colocar o creme de confeiteiro no saco de confeitar e aplicar nos furos feitos um pouco de creme. Depois para finalizar passar a parte de cima do doce no nosso toque final e pronto. Fica delicioso, mas é importante lembrar que é para ser comido no dia, pois a massa murcha de um dia para o outro e não fica tão crocante. Olhem como ficaram lindos:



Essa receita eu tirei do livro Delícias de chocolate, do Jean-Paul Hévin. Ficaram muito bons, mas no dia seguinte já não estavam tão saborosos. Achei em outro livro que o nome dessa massa é Pasta Choux, e que ela frita é o churros americano. Na frança esses doces de chamam Éclairs, que significa relâmpagos, e os nossos tem o nome de Bomba, ambos remetendo que quando damos a primeira mordida o doce meio que estoura. É isso por hoje e até mais

Bolo de Anjo

Nunca tinha ouvido falar, encontrei no livro Todas as Técnicas de Culinárias do Le Cordon Bleu, e dei mais uma pesquisadinha na net, e descobri que é servido geralmente com chantitly e morangos. Além disso é claro, vamos a alguns comentários sobre o bolo, que na verdade é feito a base de claras, e por isso fica extremamente  leve, por isso o nome bolo de anjo.

12 claras (aprox. 350ml)
1 e 1/2 colher de chá de cremor tártaro
280g de açúcar
85g de farinha de trigo peneirada
25g de amido de milho 
1 colher de chá de baunilha. 

Vamos lá, é só bater o cremor tártaro com as claras até dar aquela consistência de merengue, depois misturar aos poucos a farinha  junto com o amido de milho, depois despeje a massa na forma de bolo de anjo sem untar, novele a superfície e asse imediatamente, por uns 50 minutos na temperatura de 175°C. Retirar a forma de forno e deixar o bolo esfriar com a forma de cabeça para baixo para ele não encolher nem perder a forma. 
No meu caso, não tenho essa forma que tem furo no meio, e fundo removível, então dando mais uma pesquisadinha na net encontrei algumas dicas, o bolo pode ser feito e forma de bolo inglês, com papel manteiga no fundo para ajudar a soltar, ou com forminhas de muffins/cupcakes, etc. Ficam umas gracinhas, eu enchi bem as forminhas e elas cresceram bastante, e fica realmente bem levinha com um sabor no final que lembra suspiro. 
Primeiro segui a dica de servir com chantily e morango, depois cada um que ia comer aqui em casa acrescentava um ingrediente, chocolate derretido, creme de confeiteiro de chocolate, e até bola de sorvete de creme. Enfim, ficou bom com tudo que experimentamos, e com todos juntos também. 
Bjus

Aqueles dias, nos quais, não devíamos ter entrado na cozinha


Assim, foi o dia de hoje. Está certo, não foi o dia inteiro que foi ruim, mas, pelo menos, a noite toda. Vamos nos focar, neste post, nos acontecimentos dessa noite, em outro falarei acerca da aula que tive de manhã (a qual foi ótima).

O que não deu certo hoje? Bom vamos começar pelo pão de ló (do meu Gâteau des Deux Pierre, receita que tirei do livro Todas as técnicas culinárias do Le Cordon Bleu), o qual, para começar, deveria ter rendido 6 porções, mas deu apenas três (e isso com muito esforço), além disso, como não tinha forma, tentei improvisar uma, mas foi um desastre, então, além do pão de ló dar errado o mousse acabou indo por água abaixo, e as fitas de chocolate que deveriam cobrir o Gâteau, se quebraram todinha, olhe na foto abaixo o que virou. Horroroso! Foi assim que ficou!



Além disso, tentamos fazer bolo de bombom (a receita passou no programa Dia a Dia da Band) e isso gerou outro desastre, também não tínhamos forminhas, mas essa até queria ter comprado, mas a Sandrinha (minha sogra) tinha dito que era preciso ser as de silicone (a quais são bem caras), mas na verdade descobri que serviam as plástico comum (mas soube disso tarde demais). De qualquer jeito, quando fui cobrir com chocolate quente, o recheio começou a derreter e tudo ficou "desbugalhado", como pode ser visto na foto abaixo.


Mas a coisa não parou por ai. Depois disso tudo ter dado errado, eu possuía nove gemas (do Bolo de Anjo feito ontem) e como tinha de usá-las resolvi fazer Doce de Braga (receita que saiu na revista Gula de Agosto, na matéria sobre doces portugueses), mas acho que não dei o ponto certo na calda de açúcar (ou quem sabe foi outra coisa? Hoje não estou boa para afirmar nada. rs), pois ficou mole e desandou também, a foto está aí para mostrar que não estou mentindo.


É uma droga quando as coisas dão errado, mas não desisti (vocês vão ver), ainda vou conseguir fazer esses bolos e o doce. Quer saber porque abri esse post com a foto daquele copo? Porque foi a única coisa que deu certo, a minha raspadinha de morango (estava doida de tanto doce e bem cansada por causa de tudo, o que me gerou uma grande sede, a qual resolvi matar com uma super raspadinha, simples de fazer e com pouca possibilidade de dar errado).

Então, vamos encerrar esse post ao som de Bad Day, na versão de Alvin e os Esquilos. 



Bom é isso, espero que amanhã as coisas consigam ir melhor. Bjus e até lá.

Gastronomia do Norte do Brasil (parte I): história e receitas doces

Não sei se é apenas a minha opnião, mas a gente passa a vida comendo, bebendo e é como se “isso” fosse tudo que existisse em questão de comida, ou pelo menos a base da nossa alimentação parece sempre ser a mesma. O mais incrível desse erro é que não precisamos sair do pais (apesar de que, com o tamanho do Brasil, e do Norte, é como se fosse um outro pais) para descobrir uma diferença grande dessa base alimentícia.

A influência indígena foi predominante no norte e se caracteriza por ter como base alimentar peixes, frutos e vegetais que são encontrados só na região (isso tanto é verdade que fizemos no curso Pirarucu de casaca, sem pirarucu; arroz de jambu, sem jambu; bolo de carne moída com banana-da-terra, sem banana-da-terra; surubin com purê de banana-da-terra, sem surubin e banana da terra). É claro, entretanto, que existem algumas iguarias que caíram na graça do povo, e que se tornaram conhecidas por todo o Brasil e até fora dele. A mandioca é um exemplo disso, juntamente com a farinha feito a partir desta, e na verdade essa herança é indígena, que não só nos legou a mandioca, mas o milho e o feijão também.



Apesar dessa dificuldade de encontrar os produtos amazônicos em outras regiões a mandioca o milho e o feijão, ultrapassaram as fronteiras, e não foram só eles. O Açaí e o cupuaçu, frutos da região, também caíram nas graças dos brasileiros e até de estrangeiros, que descobriram no cupuaçu uma iguaria parente do cacau, e muito utilizada para fazer doces, sorvetes, picolés, sucos, licores, bombons, e até o cupulante que na verdade é semelhante ao cacau, não só na sua essência, mas no sabor, textura e odor também.
A ênfase dada na influencia indígena se deve ao fato de que diferente da maioria dos outros estados brasileiros que tiveram forte influencia dos portugueses e escravos africanos em sua culinária, o norte teve muito pouca. Sendo assim existem na verdade técnicas, ervas, vegetais usadas/conhecidas pelos povos indígenas usados a séculos e séculos, e até antes da então “descoberta do Brasil”. E algumas das receitas famosas amazônicas se devem a esse conhecimento quase milenar, que trouxe, por exemplo, o tucupi que é um caldo extraído da mandioca brava e é venenoso. Por isso ao ser processada precisa uma espécie de prensa chamada tipiti, e que espreme um caldo amarelo que depois tem que ser fervido para poder ser consumido. Esse caldo é ingrediente indispensável, por exemplo, pelo tacacá e o pato no tucupi.

Tacacá

Outras propriedades interessantes são as do jambu e do agrião-do-pará, que causam dormência e até um pequeno tremor nos lábios. Ambas as ervas são usadas como medicinais também como anestésica, diurética, antiasmática. Os dois pratos mencionados acima feitos com o tucupi também levam essas ervas.  Apesar disso os índios não consumiam muitos legumes ou verduras, por não serem bons como fazendeiros e afins. Sendo assim consumiam as caças e a frutos abundandes na região. Isso acabou trazendo uma infindável descoberta de frutas, que os batanicos tem uma séria dificuldade de estimar tantos os tipos quanto a quantidade presente na mata amazônica. Tem o biribá, bacuri, ingá , murici, uxi, buriti, sapucaia e por ai vai.

Jambu
Existem algumas receitas que são muito famosas. Entre elas, além das mencionadas bem acima (as quais eu descreverei aqui), tem a maniçoba, que é na verdade um tipo de feijoada feita com folha de mandioca no lugar do feijão; o tacacá que é feito a partir de camarões, goma, jambu e pimenta; o filhote (peixe de até 20 kg consumido quando jovem) ao molho de tucupi e jambu; a costela de tambaqui, que na verdade é a espinha do peixe, que também tem um segredo todo especial, que é colocar a pele do peixe virado para baixo na grelha para a gordura derreter e dar um sabor inigualável ao peixe.


E não para por ai, ainda tem alguns daqueles pratos que causam grande estranhesa nas pessoas de fora da região, como miúdos de tartaruga, ensopados, assados, enfim, de todo o jeito possível; o turu (que me parece bem nojento( que´parece um tipo de lombriga branquinha e leitosa, que é encontrada dentro de troncos de árvore podres, é muito utilizado para fazer o caldo de turu, ou é comido cru com gotas de limão e sal; e o aviú, um tipo de camarão extremamente pequeno, usado em um simples omelete.

Na área dos doces o Norte não fica fraco não, são feitos sorvetes, compotas, cremes das diversas frutas regionais. Pois bem , e como sou apaixonada por doces (se você é leitor do meu blog já deve ter percebido isso devido a quantidade exacerbada de doces em comparação com as salgadas) vou começar descrever as receitas feitas no curso pelo brigadeiro de açaí

1 lata de leite condensado;
100 ml de polpa de açaí;
100 g de chocolate granulado;
1 colher de sopa manteiga;

É tão simples quanto fazer qualquer brigadeiros. Ou seja, é só misturar o leite condensado com a polpa de açaí, levar ao fogo brando mexendo sempre, até a massa se soltar do fundo da panela. Depois disso assar para um prato untado com manteiga e deixe esfriar. Agora é só enrolar com as mãos untadas de manteida e passar granulado nelas. Fica uma delícia!



Agora vamos para dois cremes deliciosos. Vou passar ambos em uma receita só pois só substituir a polpa de fruta pela outra, a de graviola e a de cupuaçu. A professora explicou que o creme não é servido geralmente puro assim, sendo na verdade usado para outras preparações, mas para conhecimento é ótimo, além de ser muito bom mesmo. Principalmente o de cupuaçu, não sei se é porque gosto muito mesmo de cupuaçu ou não, mas o sabor me atrai muito. Bom vamos lá a receita:


300 g de polpa de graviola;
1/2  lata de creme de leite;
 ½ lata de leite condensado.

Bater todos os ingredientes no liquidificador e leve para geladeira. Mais fácil impossível!


Agora uma gelatina de manga geladinha para refrescar:


3 mangas descascadas, cortadas em pedaços;
¾ de xícara de água;
½ xícara de açúcar;
1 pacote de gelatina em pó branca, sem sabor, dissolvida em ¼ de xícara de                  
Água;
½ xícara de creme de leite;
forma de 20 cm de diâmetro untada com óleo;
Primeiro bater no liquidificador a manga com a águ, coar em uma peneira e acrescentar ¼ de açúcar misturando bem. Agora é só seprar uma xícara de manga (para misturar com o restante do açúcar e usar como caldo para servir). Juntar ao restante a gelatina e o creme de leite (caso a gelatinha seja feita sem muito tempo para gelar, pode-se adicionar mais um sache de gelatina, fizemos isso no curso. Ponha o creme na forma e leve para gelar. Então é só desenformar e servir com a mistura de manga com o açúcar por cima. 

Bom, no curso fizemos outros doces também, mas não participei de todas as receitas, aqui estão as que ajudei a fazer. No próximo post colocarei algumas receitas salgadas que fizemos. Bjus e até lá.

Marshmallow

Eu cresci vendo aqueles filmes americanos onde as pessoas se sentavam em volta da fogueira e esquentavam marshmallow. Isso, volta e outra, me dava muita vontade. Hoje resolvi matar a vontade e fazer a receita que eu encontrei no site do Mais Você.

7 folhas de gelatina incolor e sem sabor
1/2 xícara (chá) + 1 colher (sopa) de água
1 colher (sopa) de essência de baunilha
1/2 xícara (chá) + 1 colher (sopa) de água
2 xícaras (chá) de açúcar
1/3 xícara (chá) de glucose de milho
açúcar de confeiteiro peneirado a gosto



Colocar 7 folhas de gelatina incolor e sem sabor em uma tigela e adicione água gelada (suficiente para cobrí-las totalmente e deixa-las submersas) até que fiquem moles. Escorra e reserve. Numa panela coloque a xícara (chá) + 1 colher (sopa) de água e leve ao fogo médio até ferver. Adicione 1 colher (sopa) de essência de baunilha e a gelatina (reservada acima) e misture bem até derreter a gelatina. Transfira para uma batedeira. Reserve. Numa outra panela coloque a xícara (chá) + 1 colher (sopa) de água, 2 xícaras (chá) de açúcar e 1/3 xícara (chá) de glucose de milho, leve ao fogo médio e deixe ferver até que atinja 135 graus (+/- 20 minutos). Reserve. Ligue a batedeira em velocidade baixa e aos poucos acrescente a calda de açúcar (reservada acima). Aumente a velocidade para alta até triplicar de volume e ficar consistente (ponto de marshmallow). Numa fôrma redonda (20 cm de diâmetro X 3 cm) forrada com filme plástico polvilhe açúcar de confeiteiro a gosto até cobrir todo o fundo. Transfira o marshmallow para a fôrma e com uma espatula espalhe até ficar uniforme. Cubra com açúcar de confeiteiro e leve ao freezer por +/- 6 horas. Desenforme o marshmallow e retire o filme plástico. Coloque numa tábua e corte no formato desejado. Passe açúcar de confeiteiro nas laterais e sirva em seguida.



Eu gostei muito, mas não achei tão bom ele só com o açúcar de confeiteiro. Ele queimadinho no fogo fica delicioso, crocante por fora e cremoso por dentro, um sabor diferente. Também fiz o que a revista Casa e Comida chama de Guloseima Americana (chocolate, marshmallow, e bolachas), fica muito bom. São usados três bolachas por prato. Primeiro se coloca uma bolacha no prato. Depois disso em uma frigideira coloque dois pedaços de marshmallow até amolecer um pouquinho e dar uma douradinha (também dá para fazer isso direto no fogo). Então coloque um marshmallow em cima da bolacha, ponha uma colher de chocolate derretido por cima e coloque outra bolacha. Adicione o outro marshmallow, coloque mais chocolate e termine com outra bolacha. Fica muito gostoso, ainda mais porque usei chocolate meio amargo que quebrou o doce do marshmallow. Saborosíssimo! 









Festa dos brigadeiros

Sábado a tarde foi a tarde dos brigadeiros. Fiz brigadeiros de morango, uva, maracujá, chocolate amargo e café. Ficaram muito bom, mas tive problemas em dar o ponto. Os de uva e maracujá foram de colher e os de chocolate, café e morango fiz para enrolar. A receita foi básica:


1 lata de leite consensado;
1 colher de manteiga;

A essa receita foi adicionado o sabor, no caso das frutas, da seguinte forma: cozinhei 300g de morango/3maracujás/1garrafa de maguary de suco de uva, ambos separadamente, com adição de meia xícara de açúcar em cada (a polpa de maracujá foi coada). Depois de reduzir as preparações por uns 20 minutos, reservar. Essa mistura foi adicionada a preparação de brigadeiro quando este estava quase no ponto de enrolar. Então agora era só mexer e dar o ponto novamente.

Já quanto aos brigadeiros de chocolate amargo e café: no primeiro eu cortei em lascas 150g de chocolate meio amargo e adicionei no início da preparação do brigadeiro, no segundo coloquei duas colheres de sopa de café no início da preparação.

Gostei de todos, mas o de maracujá e o de café me ganharam. E na verdade a mistura dos 5 sabores foi muito interessante, quando montei um prato individual com eles.

Pois é tem brigadeiro de tudo, e ainda falta eu fazer um monte.

Panna Cotta de Iogurte com Infusão de Morango



Já tinha ouvido falar dessa sobremesa por alto, mas nunca tinha visto e nem provado. Nessa semana vi na revista Prazeres da Mesa, a receita de Panna Cotta de Iogurte, com infusão de frutas vermelhas e fiquei com vontade de provar. A pena foi que eu não achei nem amora, nem framboesa ou blueberries (as frutas vermelhas que iam na receita), então resolvi improvisar e fiz infusão de morango.
Antes de entrar nos detalhes da receita, vou conta a história da sobremesa:

Panna Cotta é um nome italiano que significa nata cozida, é tipica da região Piemonte, na Itália. É feito a partir da nata de leite, açúcar, gelatina e especiarias. Geralmente é servida sozinha, com caramelho, com compota de frutas ou com frutas frescas, frutas de molhos coulis e chocolate.

A receita que eu fiz foi essa ai:

 para a infusão
3 xícaras de chá de morangos frescos
1 xícara de chá de água
2/3 de xícara de chá de açúcar
1 colher de sopa de limão
1 fava de baunilha (usei essência)


Misturar os morangos com o açúcar, a água e a fava de baunilha em uma tigela inox. Deixar cozinhar no vapor sem deixar a tigela encostar na água, isso por cerca de 40 minutos. Então adicionar o suco de limão e colocar o coulis em uma peneira, sem espremer, só separando as frutas do suco. Reservar na geladeira os dois separadamente. 


para a panna cotta
1 3/4 de xícara de chá de iogurte natural
1 1/4 de xícara de chá de creme de leite fresco
1/3 de xícara de chá de açúcar
18g de gelatinha incolor em pó
60 ml de água fria


Ferver o creme de leite com o açúcar. Hidratar a gelatina por 2 a 3 minutos, e jutar a mistura com creme de leite fora do fogo. Colocar o iogurte em um bowl, adicionar aos poucos a mistura de creme de leite. Depois é só distribuir a panna cotta em 6 forminhas individuais de uns 5cm de diametro, molhadas com água gelada.  Gelar por 3 horas, e cobrir com alumínio assim que endurecer para não ressecar. 


Na hora de servir é só desenformar , e colocar o suco e a infusão de morangos ao lado. Decorar com folhinhas de hortelã e baunilha e servir. 


Eu adorei o coulis e a infusão de frutas, ficou muito saboroso. A panna cotta também estava boa, mas senti que ficou faltando algum aroma, vou tentar mais uma vez fazendo uma ou outra alteração, que não modifique sua estrutura. 
Mas é isso...







Bolo de Alfarroba Diet com Cobertura de Creme de Cacau

Minha sogra tem diabetes por isso agente sempre tenta achar algum jeito dela poder comer doce, sem que faça mal.  Encontrei essa semana na loja de produtos naturais Grão de Bico, a Alfarroba e achei bem legal: não contém glúten, não contém açúcar, não contém lactose, caramba o que tem nesse negócio então? No caso a alfarroba é muito utilizada como substituto do chocolate para pessoas com diabetes, intolerância a lactose e alergia ao cacau. É um fruto, parecido com o cacau, da alfarrobeira, que promete ser mais saudável e menos calórico. Quanto a ase é realmente melhor, eu não sei.  O que eu sei é que fica ótima em um bolo:

A ideia era fazer um bolo totalmente sem adição de açúcar. Procurei e procurei e procurei na internet receitas, mas não fiquei satisfeita e acabei fazendo uma receita doida, mas lá vai ela:

4 ovos
1 pote de iogurte diet natural
1 colher de sopa de manteiga
150g de açúcar diet
150g de farinha de trigo
150g de alfarroba
150g de doce de goiaba (pode ser substituído pelo de outra fruta)
1 colher de sopa de fermento em pó

É bem simples, primeiro misturar os ovos com o açúcar, a manteiga e o iogurte. Acrescentar o doce de goiaba.  Adicionar a farinha de trigo com a farinha de alfarroba, misturar bem, e acrescentar o fermento em pó, e misturar novamente. Untar forma de bolo inglês com manteiga e farinha, despejar a mistura. Levar ao forno pré-aquecido por 15 minutos, temperatura média, por cerca de 50 minutos. O bolo fica bem escuro, mas isso é por causa da alfarroba mesmo.

creme de cacau

1/2 xícara de leite desnatado
1 xícara de achocolatado diet (usei meia xícara de cacau sem açúcar + meia xícara de açúcar diet)
1 colher de chá de manteiga

Colocar tudo em uma panela e levar ao fogo, mexendo sempre, até engrossar. 

Derramar sobre o bolo e pronto. Eu gostei mesmo, me surpreendi, mas é um bolo bem forte, para quem gosta é ótimo, caso você queira pode diminuir a quantidade de alfarroba adicionando a mesma quantidade de farinha de trigo.

Até




Cupcake de Cheesecake de morango


Uma delícia esses cupcakes, todos gastaram bastante, tirando é claro que não provou pois tinha cream cheese...
base
1 e ½ xícaras de bolacha  maizena triturada
4 colheres (sopa) de manteiga sem sal, derretida
3 colheres (sopa) de açúcar
Misturar a bolacha triturada, a manteiga derretida e o açucar. Ter certeza de que tudo esteja bem misturado e todos os ingredientes secos estejam úmidos. Pressionar uma colher de sopa da mistura na base das forminhas  Assar por cinco minutos e deixar esfriar.
cobertura
170g de Morango ou outra fruta
2 colheres (sopa) de açúcar
Misturar o Morango com o açúcar em um liquidificador e bata até ficar como um purê. Passar o purê numa peneira para remover as sementes.
cheesecake
907g de cream cheese
1 e ½ xícaras de açúcar
1 pitada de sal
1 colher de chá de essência de baunilha
4 ovos grandes
Bater o cream cheese em velocidade média alta até ficar cremoso. Adicionaro açúcar e bater bem. Acrescentar o sal e a baunilha. Bater os ovos um a um, misturando bem.

Colocar três colheres de sopa do cheesecake sobre a base de bolacha em cada forminha. Sobre o cheesecake fazer pingos com 1/2 colher sopa do purê de morango. Com a ajuda de um palito de dente espalhar o purê para parecer efeito de mármore.

Assar em banho maria por 25 a 30 minutos ou até que eles estejam firmes, girar as formas na metade do tempo.  Leve para a geladeira por pelo menos 4 horas antes de servir.
É isso por hoje...

Torta de maça canela, anis estrelado e creme especial



Essa receita eu peguei na revista Gula do mês de julho e como a cara era boa, decidi faze-la.



tortademacacomvinho
massa
1 pacote de bolacha de maisena
150 g de manteiga

1) Triturar a bolacha de maisena no liquidificador
2) Misturar com as mãos a manteiga até grudar
3) Pôr em uma assadeira redonda e assar até a massa ficar dourada (cerca de 15 minutos a 150 graus)

creme
300 g de leite condensado
220 g de creme de leite sem soro
150 ml de iogurte natural
50 g de cream cheese

4) Cozinhar o leite condensado com o creme de leite até ponto de brigadeiro e deixar esfriar
5) Misturar o iogurte e o cream cheese
6) Passar na peneira e colocar para gelar 

cobertura de maçã
2 maçãs
200 ml de vinho tinto
100 ml de água
2 paus de canela
2 anis estrelados
4 colheres de sopa de açúcar
Canela em pó a gosto para polvilhar

7) Descascar as maçãs, cortar em lâminas e colocar para cozinhar no vinho com água, especiarias e açúcar
8) Quando a maçã estiver molinha (mais não muito), escorrer e colocar para gelar


9) Tirar a massa do forno, esperar esfriar e acrescentar o creme por cima
10) Arrumar as maçãs fazendo um grande círculo, polvilhar canela sem medo, esperar gelar e servir

Optei por trocar o vinho por suco de uva branco. Gostei bastante da mistura de aromas, ficou muito bom. Tive medo na hora de cozinhar as maças, delas quebrarem, mas no final deu tudo certo. As fotos que mostram a torda inteira são da que eu fiz aqui em casa e as do passo a passo peguei no link da Gula.
Bjus  até mais.

Minitortas de Chocolate e Nozes

Primeiro, desculpem por demorar a atualizar, mas agora vou por em dia tudo. Essa receita eu fiz em maio e ficou uma delícia. É uma sobremesa forte e saborosa, quem está no livro Le Petit Larousse do Chocolate:


Massa Adocicada de chocolate:
15g de manteiga em temperatura ambiente;
125g de açúcar de confeiteiro;
1 pitada de sal;
1 ovo;
250g de farinha de trigo peneirada;
20g de cacau em pó sem açúcar, peneirado


Caramelo de nozes:
200g de nozes
200 g de açúcar
50g de mel
30g de manteiga
170ml de creme de leite fresco


Bom para fazer a massa é bem simples, primeiro misturar a manteiga com o açúcar e o sal,  e acrescentar o ovo, depois incorporar a farinha de trigo e o cacau em pó. Depois é só deixar na deladeira por 30 minutos envolto em um filme plastico. Então untar 8 forminhas, abrir a massa em uma bancada enfarinhada (a massa deve ter cerca de 3mm de espessura), cortar discos de 10 cm de diametro e colocar nas forminhas, furar os fundos da minitorta com  garfo e levar para gelar por 10 minutos, então assa-los por 20 minutos.

As nozes devem ser picadas grosseiramente, e levadas para assar por 5-10 minutos. Em uma panela aquecer o açúcar mais o mel, até dissolver o açúcar. Deixar o caramelo dourar (até 170 graus). Retirar do fogo e acrescentar a manteiga, levar ao fogo novamente e acrescentar com cuidado o creme de leite, para interromper o cozimento do açúcar. Coar o caramelo em uma peneira cônica, misturar as nozes e deixar amornar.

Rechear as bases de minitortas com o caramelo de nozes, decorar com nozes e levar para gelar por 1 hora, e está pronto para servir.

Particularmente achei a receita fácil, mas devo dizer que esqueci minhas nozes no forno e elas viraram carvão, então tive que comprar mais (saiu caro). Enfim as tortinhas ficaram bem saborosas, mas em fortes, eu gostei, mas não é aquele tipo de sobremesa que se come mais de um pedaço.

Bom fica a dica.

Até mais e Bjuss

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